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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Descomplicando o Teste de Transistores FETs e MOSFETs



Embora se possa testar FETs e MOFETs com multímetros, analógicos ou digitais, como fazemos com os transistores bipolares o procedimento nem sempre funciona muito bem.

Nem todos os multímetros do mercado respondem da mesma forma o que, às vezes, deixa o técnico confuso.

Outra questão muito importante é que devemos evitar o manuseio deste transistores  principalmente os MOSFETs que podem ser danificados por eletricidade estática devido a sua altíssima impedância entre porta e supridouro (gate-source).

Para facilitar a minha vida e a dos meus técnicos no tempo em que eu tinha oficina de reparação, montei um pequeno testador que vou republicar nesta postagem.

Digo republicar porque ele já foi apresentado por mim na saudosa Revista Antenna (edição 1188) e no "também saudoso" Boletim Técnico da Áudio & Vídeo Brites.

De lá pra cá fiz pequenas modificações no circuito que mostro na figura abaixo na sua versão 2.0.

Circuito do testador de Fets e Mosfets

Como funciona o testador de FETs e MOSFETs?


A base do circuito é um multivibrador astável usando portas inversoras.

Se quiser saber mais sobre o assunto veja http://www.newtoncbraga.com.br/index.php/eletronica-digital/97-licao-8-os-multivibradores-astaveis-e-monoestaveis

Optei por utilizar o CD 4093 que é formado por um conjunto de 4 quatro portas NAND schmitt trigger fácil de se encontrar no mercado além de ser bem baratinho.



Os pulsos gerador no pino 4 do CI passam por um  inversor onde temos 2 leds ligados em anti paralelo. 

No "caminho" dos leds colocamos nosso FET ou MOSFET a ser testado. Os leds só piscarão se o componente estiver corretamente polarizado e em bom estado.

Utilizei um LED amarelo outro verde para indicar os transistores canal  e cana P respectivamente (não é questão de nacionalismo, e sim o que estava disponível na sucata rsrsrsrs.)

A montagem foi feita de tal forma que se o transistor em teste for canal N, estiver corretamente ligado e em bom estado o led amarelo ficará piscando.

Em seguida pressionamos a chave teste e se realmente estiver tudo certo o led verde começará a piscar também. Caso o transistor seja canal P o led verde começa a pisca e o amarelo piscará quando pressionarmos a chave teste.

Vantagens do testador de FETs e MOSFETs


A primeira delas é que não precisamos saber quem são os terminais gate, dreno e supridouro (source).

Podemos ligar de qualquer maneira, pois o circuito só irá funcionar quando estiver ligado corretamente.

Donde se conclui que o testador serve também para descobrirmos quais são os terminais.

Hoje em dia quase todos estes transistores estão configurados na ordem G-D-S da esquerda para direita, mas vai que você pegue algum "alienígena".

Não se preocupe, o testador descobrirá os terminais para você (se o transistor estiver bom, é claro).

A outra vantagem, que já mencionei acima, é não precisar manusear muito os terminais do transistor o que, em alguns caso, pode levá-lo "à morte".

E se você ainda não está convencido que vale a pena perder meia hora e gastar 5 reias para montar o circuito então, lá vai a ultima vantagem; rapidez no diagnóstico (como dizem os americanos time is money).

Montando o testador

Placa padronizada tipo mar de ilhas
O circuito é tão simples que eu desisti de fazer uma placa de circuito impresso preferindo utilizar uma placa padronizada tipo mar de ilhas de 2,5 x 4 cm como se vê na foto a direita.
Inicio da montagem do testador


Na foto a esquerda vemos o inicio da montagem onde são feitas inicialmente todas as soldas que correspondem a interligação dos pinos do CI.


Sugestão de montagem do testador
Ao lado você tem uma sugestão para a montagem e logo a abaixo o circuito pronto e funcionando.














Testador de FETs e MOSFETs montado e funcinando
Eis aí a montagem definitiva do testador e funcionando.

Para chave de teste aproveitamos uma de reset retirada de um gabinete de computador desativado.

A última dica para quem for montar esta excelente ferramenta de trabalho é utilizar um soquete para o circuito integrado o que facilitará a troca do mesmo caso ele queime. 

sábado, 18 de maio de 2013

Watts RMS, um erro conceitual



Se há uma coisa que me incomoda é a imprecisão na conceituação de um parâmetro ou uma definição mal feita.
Quem acompanha os meus escritos desde a saudosa Revista Antenna lá pelos idos de 1978 quando inicie como “escritor” e, mais tarde no Jornal Ícone, já deve ter percebido esta minha obsessão.
Não tenho dúvidas que fui influenciado por alguns de meus grandes mestres lá na Escola Técnica de Ciências Eletrônicas do Ibratel, dentre eles, meus principais gurus foram Paulo Mendes, Paulo Batista e o Prof. França.
Mais tarde, a formação em matemática também teve papel decisivo nessa preocupação em expressar as coisas corretamente.
Somado a tudo isso, vem a idade. Com o tempo o ouvido fica mais intolerante para escutar bobagens.
Uma das maneiras usuais de se especificar a potência de um amplificador ou transmissor é em watts RMS e como veremos ao longo deste post esta “unidade” de medida não existe e portanto, é um erro conceitual.
Como se não bastasse os tais watts RMS, no áudio, em particular, é comum usar-se também uma “unidade” conhecida como PMPO que na verdade não significa nada e sobre o qual nos pronunciaremos mais adiante.
Em física define-se potência como a variação de energia em um intervalo de tempo. Mas, como usar esta definição para expressarmos a potência de um amplificador de áudio, por exemplo?
E de onde vem esta bobagem: - watt RMS?
Em eletricidade podemos calcular a potência multiplicando-se a tensão aplicada a uma carga pela corrente produzida nesta carga. Esta potência será expressa em ...
Bem, aí depende se a tensão é contínua ou alternada e se a carga é puramente resistiva ou indutiva, pois podemos ter watt, volt-ampère (VA) ou volt-ampère reativo (VAR).
Tá complicado?  Leia nossos posts anteriores dedicados aos técnicos de informática. Certamente lhe ajudarão.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O que um bom técnico de informática (ou todas as pessoas) precisa(m) saber sobre Eletricidade



Parte V – Falando de potências – Especificando o no break

E agora, finalmente a especificação do no break.

Finalizaremos hoje esta série de artigos sobre eletricidade voltada, principalmente, para os técnicos de informática. Nela apresentaremos esclarecimentos importantes sobre a especificação da potência dos no breaks  o que, quase sempre, é realizado sem nenhuma base técnica.

Quando compramos um no break  para uso doméstico ou de um pequeno escritório a coisa não chega ser muito crítica e, mal ou bem, funciona de qualquer maneira. Entretanto, se vamos trabalhar em ambientes com muitos PCs o assunto precisa e deve ser tratado de forma profissional.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O que um bom técnico de informática (ou todas as pessoas) precisa(m) saber sobre Eletricidade

Parte IV – Falando de potências

Neste post trataremos de mais um conceito da eletricidade cujo conhecimento faz o diferencial para um técnico de informática que não pretende ser apenas formatador de HD e instalador de programas.

Os assuntos aqui abordados surgiram de papos com colegas que trabalham na área de informática quer como técnicos quer como instrutores.

Como o tema é um pouco extenso iremos dividi-lo em duas abordagens para não corremos o risco de torná-lo enfadonho.

Estamos preparando um livro de Eletricidade & Eletrônica para Técnicos de Informática com mais aprofundamentos inclusive com questões práticas. Aguardem.
 
Para quem não leu, na parte II introduzimos o conceito de potência, que em eletricidade pode ser calculada pelo produto da tensão pela corrente e apresentamossua unidade: - o watt. Já na parte III tratamos dos tipos de tensão e as consequentes correntes produzidas por cada “tipo”: - contínua ou alternada.

Bem, a pergunta agora é: - já que existem dois tipos de tensão/corrente será que existem também dois tipos potência?

Antes de responder vamos deixar mais uma pergunta no ar.

sábado, 23 de março de 2013

O que um bom técnico (ou todas as pessoas) precisa(m) saber sobre Eletricidade

<!--[if gte mso 9]> home brites 2 553 2013-03-21T13:35:00Z 2013-03-21T13:38:00Z 2013-03-21T13:38:00Z 6 1204 6506 54 15 7695 12.00 <![endif]
Parte III – “Corrente” Contínua ou Alternada?
Entender esta diferença é, sem dúvida, outra questão muito importante para todo mundo nos dias de hoje.
Convivemos com montes de aparelhos eletrônicos portáteis ou não, e muitos deles precisam ser ligados à rede elétrica através de uma “caixinha preta” comumente chamada de adaptador ou carregador de bateria.
Mas por que certos aparelhos não podem ser ligados diretamente na tomada e precisam da “caixinha preta” e outros podem?
A resposta a esta pergunta não é tão simples, mas podemos começar dizendo que, um dos motivos, é que existem dois tipos de tensão e por isso, um aparelho que foi fabricado para ser alimentado por um “tipo de tensão” não pode ser alimentado pelo outro.
Para matar a sua curiosidade, embora isso ainda não esclareça muito, vamos adiantar dizendo que um ”tipo” é chamado de “corrente” continua e outro de “corrente” alternada.
Você notou nossa a preocupação em colocar a palavra corrente entre aspas?
Saberia dizer por que fizemos isto?
Muito simples a resposta; na parte I enfatizamos a diferença entre tensão e corrente e insistimos em dizer que para existir corrente é necessário que exista tensão.
Em outras palavras com as aspas estamos querendo chamar atenção para essa confusão histórica entre tensão e corrente, ou seja, quase sempre se diz corrente quando se deveria tensão.
Logo o mais correto seria dizermos tensão continua e tensão alternada em lugar de corrente continua e corrente alternada quando estamos nos referindo a cada um dos dois “tipos” de gerador de energia elétrica.

sábado, 16 de março de 2013

O que um bom técnico de informática (ou todas as pessoas) precisa(m) saber sobre Eletricidade

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Parte II – Falando de Potência


Terminamos o post anterior mencionando outra grandeza importante da eletricidade: a potência.
Entretanto, não explicamos o que significa exatamente esta grandeza, embora já tivéssemos até adiantado que sua unidade é o watt (leia-se “uat” que algumas pessoas falam “vat”). Mais uma homenagem, dessa vez ao matemático e engenheiro escocês James Watt (1736-1819).
Mas, o que significa exatamente potência do ponto de vista da física ou mais especificamente da eletricidade?
Vamos tentar entender com um exemplo.
Quando os elétrons “saem” da fonte de tensão (tomada da parece, pilha, bateria, etc.) e passam pelo filamento de uma lâmpada, por exemplo, produzem uma corrente que realiza um trabalho o qual resulta no aquecimento deste filamento que ao ficar incandescente emite luz.
Pois bem, essa capacidade de realizar “trabalho” ao longo do tempo, seja dos elétrons ou de qualquer outro jeito, é uma forma de energia que, neste caso, chamamos de energia elétrica e é por este consumo de energia que as concessionárias nos cobram.
E o que essa tal energia elétrica tem a ver com a potência ou os “watts”?
O que se define por potência é a capacidade de produção de energia (de qualquer tipo) por unidade de tempo.

sábado, 9 de março de 2013

O que um bom técnico de informática (ou todas as pessoas) precisa(m) saber sobre Eletricidade Parte I



Existem alguns conceitos fundamentais da Eletricidade que deveriam ser entendidos por todo mundo e em particular por quem, queira ou não, está envolvido com o assunto como é o caso dos técnicos de informática.

Comecemos pelos dois tópicos mais importantes: tensão e corrente elétrica. 

A primeira coisa que é preciso ficar perfeitamente esclarecida é que tensão e corrente são coisas totalmente diferentes e muita gente (até alguns “eletricistas”) confunde e pensa que é a mesma coisa.

Sem querer fazer muitos aprofundamentos teóricos vamos lembrar que tudo na Natureza é composto por átomos que por sua vez possuem diversas partículas dentre as quais, a que mais nos interessa: os elétrons.

Pois bem, estes tais elétrons quando convenientemente “manipulados” pelo homem é que irão produzir a chamada “corrente elétrica” que é a base da Eletricidade.